As estruturas representativas do
movimento associativo popular do distrito de Setúbal reuniram-se
para abordar os problemas resultantes da atual situação pandémica.
A reunião, realizada por via digital,
foi convocada pela Federação das Coletividades do Distrito de
Setúbal e contou com a participação das Associações de
Coletividades dos Concelhos de Almada, Barreiro, Seixal e
Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e
Desporto.
Os participantes procederam ao balanço
da situação no distrito, tendo concluído pela grave situação que
afeta a generalidade dos coletividades. O encerramento prolongado das
instalações e a suspensão de atividades culturais, desportivas e
recreativas, ditados pelo Estado de Emergência, retiraram meios e
recursos financeiros fundamentais para a sustentabilidade das
coletividades. A continuidade de pagamento de despesas fixas, como rendas,
eletricidade, água, ou seguros, tem assim criado graves problemas à
sobrevivência do movimento associativo.
Foi expressada preocupação com os
sérios condicionamentos criados ao normal funcionamento democrático
das coletividades, nomeadamente no que se refere à realização de
assembleias gerais, eleições para a escolha de órgãos sociais ou mesmo ao normal funcionamento destes.
Constatou-se pelo elevado impacto, quer mental, quer social, causado nas comunidades pela inatividade resultante da não realização de numerosas atividades atividades desportivas e
culturais, conhecidas que são as importantes funções de integração
desenvolvidas pelas coletividades e associações nos espaços em que se inserem.
Apesar dos apoios que tem sido
assegurados ao movimento associativo popular por muitas autarquias locais,
embora de forma heterogénea, continua a constatar-se a inexistência
de programas de apoio específicos para as coletividades de cultura,
recreio e desporto por parte da Administração Central. Isto apesar do
incansável trabalho de representação institucional e de
apresentação de propostas e soluções que a CPCCRD tem vindo a colocar junto
das diversas instâncias do poder, nomeadamente do Governo e
Assembleia da República.
As estruturas descentralizadas
presentes mantém, apesar das todas as limitações, um trabalho de
permanente acompanhamento e monitorização da situação do
movimento associativo e de interligação com a Confederação
Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto.
A reunião abordou ainda questões
relativas à operacionalização e acerto de quotizações no âmbito
da sua integração na Confederação, bem como a prevista constituição do
Conselho Distrital da Federação.
Texto - CA/FCDS