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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Federação homenageia personalidades e organizações

A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal homenageou personalidades e organizações que ao longo dos anos se tem destacado na prática e apoio ao associativismo.

À Sociedade Filarmónica Incrível Almadense foi atribuído o galardão de Instrução e Arte; aos associativistas almadenses Henrique Santos e Carlos Rosado (póstumo) foi concedido o galardão de Reconhecimento e Mérito, que também foi atribuído à Câmara Municipal de Setúbal.


Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Medalha de Instrução e Arte)

Decidiu a Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal atribuir a Medalha de Instrução e Arte à Sociedade Filarmónica Incrível Almadense pela sua contribuição no desenvolvimento do Movimento Associativo no Distrito de Setúbal e em especial no concelho de Almada.

A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense foi fundada Em 1 de Outubro de 1848, no Pátio do Prior do Crato, em Almada, nascia a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense - SFIA. Importante na intervenção social e política, permitiu a reunião, o convívio, a discussão de ideias e a construção de sonhos e ideais. Com ela nasceu a Banda Filarmónica e criou o primeiro Teatro e primeiro Cinema de Almada. Como outras colectividades centenárias, a Incrível tem várias ofertas culturais, recreativas e desportivas.

Em 1940 Agraciada com o Grau de Oficial da Ordem de Benemerência. Em 1954 foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro de Instrução e Arte pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio. Em 1980 foi constituída Colectividade de Utilidade Pública. Em 1989 recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Almada. Desde 1993 é Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique. Desde 1998 é Membro Honorário da Ordem da Liberdade.

Presidente da SFIA, Mara Martins, recebe galardão .
Entrega Carlos Pólvora (FCDS).
Câmara Municipal de Setúbal (Medalha de Reconhecimento e Mérito)

Decidiu a Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal atribuir a Medalha de Reconhecimento e Mérito à Câmara Municipal de Setúbal pelo extraordinário contributo que tem dado à atividade desta Federação. Está esta Federação consciente que sem essa colaboração dificilmente poderíamos fazer o que fazemos.

A Câmara Municipal de Setúbal tem sido um parceiro de grande importância para esta Federação. Desde o primeiro momento, aquando da sua fundação 2003, pudemos contar com o apoio do município sadino que soube entender o alcance estratégico das parcerias entre o movimento associativo popular e o poder local.

Têm sido vários os momentos em que se tem corporizado parcerias entre ambas as entidades. Recordamos a realização da 9.ª Convenção Nacional dos Jogos Tradicionais e a primeira assembleia eleitoral dos órgãos socais da Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais, realizadas em Junho de 2016; o 5º Encontro Internacional TAFISA Jogos do Passado – Desportos para o Presente, em Março de 2015; ou ainda a participação desta Federação no Conselho Municipal do Desporto de Setúbal, a convite da CM de Setúbal, bem como as sucessivas participações na Feira de Sant’Iago, um dos mais importantes certames da região, também a convite do município sadino.

Releva-se também aqui a atenção que o Município sadino tem dedicado ao movimento associativo do concelho. De que são exemplos a realização anual de um fórum de debate entre as coletividades, associações e poder local - o Encontro do Movimento Associativo de Setúbal e o estabelecimento de mecanismos de candidatura a apoios – prática que, aliás, se tem vindo a estender a muitas outras autarquias locais.


Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira,
recebe galardão. Entrega Diamantino Estanislau (FCDS)

Henrique da Silva Santos (Medalha de Reconhecimento e Mérito)

Decidiu a Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal atribuir a Medalha de Reconhecimento e Mérito a Henrique da Silva Santos, pela sua intervenção no processo evolutivo da Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal.

Nasceu no ano de 1947 em Lisboa, homem de muitas funções, foi atleta de 1962 a 1980, praticando as suas duas modalidades de coração, o futebol e o atletismo, na cultura o teatro chamou-lhe a atenção. Entre 1975 a 2014 foi actor amador, tendo ainda uma experiência como encenador, referência para no período compreendido entre 1983 e 2014 ter sido actor amador no Grupo Cénico da Incrível Almadense. Além de todas estas actividades ainda foi dirigente associativo e por serem muitas as referências, vamos só referenciar que teve atividade desde o ano 1962 até à presente data, ou seja, 57 anos de dirigente associativo. 

Henrique Santos, foi um dos fundadores da Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal em 2003 e desde então tem integrado os Órgãos Sociais desta Federação, desempenhando hoje a função de Secretário da Assembleia Geral.


Henrique Santos recebe galardão. Entrega Carlos Branco (FCDS).

Carlos Alberto da Conceição Rosado (Medalha de Reconhecimento e Mérito, póstumo)

Decidiu a Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal atribuir a Medalha de Reconhecimento e Mérito a Carlos Alberto da Conceição Rosado, pela sua intervenção no processo evolutivo e transformador na restruturação do Movimento Associativo Nacional, principalmente na sua Almada e nosso Distrito de Setúbal. Quando esta distinção foi deliberada Carlos Rosado ainda se encontrava entre nós.

Almadense de gema nasceu nesta cidade no ano de 1937 e começou a sua actividade associativa aos 11 anos de idade, acabando a mesma aos 81 anos de idade.

Seria exaustiva a descrição das suas funções como dirigente associativo, por isso salientamos a sua dedicação à sua Sociedade Filarmónica Incrível Almadense em que, desde o ano de 1968, teve presença quase constante nos seus órgãos sociais, tendo terminado como Presidente da Assembleia Geral, eleito no ano 2018.

Foi ainda autarca na Assembleia de Freguesia de Almada e do executivo da Junta de Freguesia de Almada.

Em 1993 foi eleito Sócio de Mérito da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense. Em 2006 recebeu a medalha de Ouro de Mérito e Dedicação pela Câmara Municipal de Almada.


Família de Carlos Rosado recebe galardão. Entrega Carlos Anjos (FCDS).
Carlos Alberto Rosado.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Festa, debate, arte e galardões assinalam 16 anos de Federação

A Federação assinalou o 16.º aniversário da sua fundação no dia 26 de Janeiro na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense com um programa que incluiu uma sessão solene, a atribuição de galardões associativos, um colóquio, música, teatro e uma exposição.

Sessão Solene

A mesa que dirigiu a sessão foi constituída pelos Presidentes da Assembleia Geral e da Direção da Federação, respetivamente, João Narciso e Diamantino Estanislau, a Presidente da Sociedade anfitriã, Mara Martins, o Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Augusto Flor, o Presidente da União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas, Ricardo Louça, um representante da Câmara Municipal de Almada, Mário Costa e o Presidente da Associação de Coletividades do Concelho de Almada, Jorge Costa.

O Presidente da Direção da FCDS apresentou um balanço do trabalho realizado pela Federação no último ano, expondo as principais linhas de ação

Todos os integrantes da mesa usaram da palavra para evocar a data, congratular a Federação e trocar lembranças. Foi ainda aberto um período de intervenções do público, a que ocorreram representantes da União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó, Clube de Campismo do Concelho de Almada, Universidade Popular de Almada, Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais, União de Freguesias da Trafaria e Caparica e Associação de Colectividades do Concelho do Seixal. Foram ainda recebidas mensagens de coletividades que não puderam estar presentes mas assinalaram o aniversário.

A convite da mesa usou ainda da palavra a Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que evocou a importância do movimento associativo no desenvolvimento da comunidade, bem como memórias de Almada.

A sessão solene foi encerrada com uma intervenção do Presidente da CPCCRD, Augusto Flor, que historiou o processo de formação da Federação, recordando momentos, locais e entidades associados ao nascimento da FCDS em 2003. Procedeu ainda a um rápido balanço da situação organizacional do movimento associativo no distrito.

Galardões associativos

Seguiu-se o ato de atribuição de galardões associativos, atribuídos pela primeira vez. Foram momentos repletos de emoção.

Os galardões atribuídos foram os seguintes, tendo a respetiva fundamentação sido lida durante a sessão:
À Sociedade Filarmónica Incrível Almadense – Instrução e Arte;
A Henrique da Silva Santos (associativista de Almada) – Reconhecimento e Mérito;
A Carlos Alberto da Conceição Rosado (associativista de Almada, a título póstumo) – Reconhecimento e Mérito;
À Câmara Municipal de Setúbal – Reconhecimento e Mérito.

Receberam as distinções: em nome da S.F. Incrivel Almadense a respetiva Presidente, Mara Martins; Henrique Santos em nome próprio; em representação de Carlos Alberto Rosado, sua esposa acompanhada pela familia. Maria das Dores Meira, presidente do município sadino recebeu o galardão que distingiu a Câmara Municipal de Setúbal (reportagem desenvolvida aqui).

Colóquio sobre capacitação de dirigentes associativos

O programa das comemorações incluiu um colóquio sobre a temática da capacitação e formação de dirigentes associativos. Anabela Lança, coordenadora deste projeto no âmbito da CPCCRD, apresentou as suas principais linhas, bem como as iniciativas já em curso, nomeadamente os gabinetes de apoio regional e a formação protocolada aberta a dirigentes associativos.

Resultou deste colóquio a importancia de que a capacitação dos dirigentes se reveste em face do contexto de crescente exigência e complexidade com que as coletividades são confrontadas no seu dia-a-dia.

Arte, cultura e jogos tradicionais

Numa demonstração da pujança cultural da Sociedade anfitriã, o programa da comemoração contou com dois momentos artísticos que simbolizam o contributo da música e do teatro no contexto das artes.

A abrir a tarde um concerto pela Banda Filarmónica Incrivel Almadense, dirigida pelo maestro Jorge Camacho, com um programa que deleitou os presentes. O encerramento da sessão foi assegurado com a representação da peça de teatro “Um Minuto Antes de Dizer Adeus”, pelo Cénico da SFIA, num texto de Paulo Sacaldassy, encenação de Eugénia Viana e representação das actrizes Paula Filipe e Anita Santos.

Esteve ainda patente uma exposição de jogos tradicionais portugueses, numa demonstração do trabalho realizado quer pela Federação, quer por outras estruturas descentralizadas da CPCCRD, nomeadamente a Associação de Colectividades do Concelho de Almada, que disponibilizou os jogos expostos.

Os participantes nesta agradável tarde de arte e cultura, debate e evocação tiveram ainda ocasião de soprar o bolo de aniversário e de confraterizarem entre si, dando assim corpo àquele que é um dos mais importantes objetivos do trabalho da Federação – o conhecimento mútuo entre dirigentes associativos e a troca de informações, impressões e experiências.

A Federação agradece os contributos fundamentais da CPCCRD, Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Associação de Coletividades do Concelho de Almada e União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

Texto: CA/FCDS
Imagens: CA e HS/FCDS | CPCCRD

Veja as imagens da sessão:


Abertura do programa com a Banda Flarmónica da Incrível Almadense.

Colóquio sobre capacitação de dirigentes associativos.
Apresentação de Anabela Lança.
Mesa que dirigiu a sessão solene.
Aspeto geral.
Intervenção do Presidente da Federaçao, Diamantino Estanislau.
Troca de lembranças com a Presidente da SF Incrível Almadense, Mara Martins.

Presidente da Associação de Colectividades do Concelho de Almada, Jorge
Costa e Presidente da FCDS

Presidente da UF de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas, Ricardo Louçã
e Presidente da FCDS 

Representante da Câmara Municipal de Almada e Presidente da FCDS 

UF do Laranjeiro e Feijó

Clube de Campismo do Concelho de Almada
Universidade Popular de Almada 

Presidente da Federação Portuguesa de Jogos Tradicionais, João Alexandre.

União de Freguesias da Trafaria e Caparica

Associação de Colectividades do Concelho do Seixal.

Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria dos Dores Meira e
Presidente da FCDS.

Presidente da CPCCRD, Augusto Flor.

Presidente da SF Incrível Almadense, Mara Martins, recebe galardão Instrução
e Arte. Entrega Carlos Pólvora (FCDS).

Henrique Santos recebe galardão Reconhecimento e Mérito.
Entrega Carlos Branco (FCDS)

Entrega do galardão Reconhecimento e Mérito à família de Carlos Rosado.
Entrega Carlos Anjos (FCDS)

Presidente da Câmara Municipal de Setúbal recebe galardão Reconhecimento
e Mérito. Entrega Diamantino Estanislau (FCDS)
Exposição de jogos tradicionais portugueses.
Teatro "Um Minuto Antes de Dizer Adeus"
pelo Cénico da Incrível Almadense. 
Confraternização final.

Texto: CA/FCDS
Imagens: CA/FCDS | HS/FCDS  | CPCCRD

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Federação comemora 16 anos em Almada

A Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal vai assinalar o seu 16.º aniversário com um programa de atividades no dia 26 de Janeiro de 2019 que terá lugar na histórica e centenária Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.



A comemoração decorre em Almada, um dos concelhos mais populosos do distrito de Setúbal e também um dos que regista das mais significativas tradições associativas. 

O programa visa constituir-se como um momento de confraternização, troca de opiniões e conhecimento mútuo entre dirigentes associativos. A iniciativa tem inicio pelas 15h00 com um concerto pela Banda da SFIA Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, seguindo-se, às 15h30, um colóquio sobre o tema "Capacitação de Dirigentes Associativos", com intervenção inicial da Dr.ª Anabela Lança (CPCCRD), seguida de debate. A sessão solene comemorativa terá lugar pelas 16h30, seguindo-se, às 17h15, a apresentação da peça de teatro "Um Minuto Antes de Dizer Adeus" pelo grupo cénico da SFIA. Uma confraternização entre todos os participantes encerrará esta jornada trabalhos.

A colectividade anfitriã, popularmente conhecida por Incrível, foi fundada em 1848 e continua a ser uma das mais expressivas associações do concelho. No seu port folio de atividades incluem-se atividades tão diversas como a escola de música, um grupo de cavaquinhos, circo aéreo, banda filarmónica, coro polifónico e grupo cénico.

A iniciativa é aberta a todas as colectividades, dirigentes e activistas associativos, bem como a todo o público interessado. 

Este programa conta com o apoio da CPCCRD, Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Associação de Colectividades do Concelho de Almada e União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

PARTICIPA E TRAZ UM AMIGO TAMBÉM!


sábado, 6 de setembro de 2014

Banda e músico do distrito de Setúbal distinguidos no Dia Nacional das Bandas Filarmónicas

A Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense e o músico azeitonense Pedro Marquês de Sousa foram agraciados com a medalha de mérito cultural, da Secretaria de Estado da Cultura, por ocasião das comemorações nacionais do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. 

O momento assinala o justo reconhecimento do trabalho desenvolvido por centenas de bandas filarmónicas por todo o país e vem na sequência de sugestão da família associativa representada na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto.
 
Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense 
Pedro Marquês de Sousa, músico azeitonense (Sociedade Filarmónica Providência
A ato incluiu-se na inauguração do Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música e teve lugar em Mafra no dia 31 de Agosto, numa iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura e da Câmara Municipal de Mafra que contou com a colaboração da CPCCRD a que a nossa Federação se associou. Aquele Núcleo ficará instalado no Auditório Municipal Baeatriz Costa, em Mafra.
 
Durante as comemorações a Confederação, em representação do movmento associativo popular e das suas numerosas bandas filarmónicas, assinou um Protocolo com o Museu da Música no sentido da salvaguarda, preservação e disponibilização ao público de partituras de várias peças fundamentais do reportório das nossas Filarmónicas e de outras actividades associativas musicais.
 
As comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas decorreram ao longo do dia naquela cidade da região saloia e incluiram diversos momentos evocativos da atividade das bandas, nomeadamente desfile e concerto por diversas bandas.
 
Cerimónia de imposição dos galardões.
Os homenageados do distrito de Setúbal

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Nascida na urbe da vila de Almada, num rés-do-chão de uma pequena habitação situada no centro histórico, a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (SFIA) foi fundada em 1 de Outubro de 1848, e com ela a sua Banda Filarmónica que tem vindo a espalhar ao longo dos seus 166 anos essa divina arte que é a Música, exercendo igualmente a missão e função educativas e sociais, razões fortes pelas quais foi sempre considerada o ex-líbris da Colectividade.

Como outras Colectividades centenárias, a Incrível Almadense constituiu das poucas ofertas em termos culturais, recreativos e desportivos para as comunidades local e regional.

A Banda da Incrível, a mais antiga do concelho e a segunda mais antiga do Distrito de Setúbal, foi, na sua origem, maioritariamente composta por operários tanoeiros e corticeiros o que traduzia as fortes raízes populares da Incrível. Desempenhou e desempenha relevante e essencial papel de intervenção social e política, promovendo a reunião, o convívio, a partilha e discussão de ideias, valores e a construção de sonhos e ideais.

No decorrer da sua longa história, viu inúmeras vezes reconhecido o seu trabalho em prol da cultura, do recreio e do desporto, visando a formação humana integral, tendo recebido o Grau de Oficial da Ordem de Benemerência (1940) e a Medalha de Ouro de Instrução e Arte, pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio (1954), da qual é Filiada desde 1943.

Foi reconhecida em 1980 como Instituição de Utilidade Pública (Diário da República de 22 de Setembro). Recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Almada (1989). É Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique (1993), e Membro Honorário da Ordem da Liberdade (1998).

Com a Banda em actividade ininterrupta desde 1848, nela se formaram muitas centenas, talvez, mesmo, milhares, de Músicos executantes de ambos os sexos, contando no seu historial com a regência de 25 maestros. Inicialmente dirigida pelo maestro Pavia (durante 24 anos), são de destacar nomes de ilustres maestros como os de Amadeu Stoffel, José António Gonçalves, Manuel da Silva Dionísio ou António Gonçalves, que, com a sua mestria, dedicação e amor à música, cultivaram a bela Arte dos Sons.

Sobrevivendo ao longo de três séculos, vários regimes políticos e várias crises sociais e políticas do país, funcionou de forma ininterrupta. Actualmente é composta por cerca de 45 músicos executantes (3 gerações) e tem a funcionar uma Escola de Música com cerca de 40 crianças e jovens. É dirigida pelo jovem Maestro David Correia, músico desde os 7 anos.

A Banda da Incrível Almadense tem, ao longo de sua história, cooperado com outras actividades da Colectividade como o Teatro, Ballet e Coro. Tem presença assídua em festas religiosas e populares como as “burricadas”, bem como em Festivais de Bandas por todo o país e estrangeiro.

A sua vida associativa e musical mereceu ser plasmada em obras de investigadores e historiadores quer em formato papel, quer em digital ou fonográfico.

A SFIA é pois uma instituição de elevado valor histórico, social, cultural e económico no contexto da sua Cidade, da Região de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa.


Pedro Alexandre Marcelino Marquês de Sousa

Músico filarmónico natural de Azeitão, iniciou a sua vida musical aos 12 anos de idade, aprendendo solfejo e saxofone com o seu pai, também músico oriundo do meio filarmónico, que fez carreira como músico profissional na Banda da Marinha e como maestro de diversas filarmónicas. No seio da família do lado paterno, recebeu também a herança do seu avô, também músico filarmónico com o perfil típico dos músicos das bandas das pequenas localidades rurais na 1ª metade do século XX: sendo analfabeto sabia contudo ler música e era até considerado na comunidade um excelente músico filarmónico, executante de Bombardino, instrumento considerado difícil e muito relevante nas bandas. Do lado materno tem como referência um tio avô, que já não conheceu, que além de músico filarmónico no século XIX, foi fundador e grande dinamizador da Sociedade Filarmónica Providência em Vila Fresca de Azeitão, a sua terra natal.
 
Em 1983 com 15 anos de idade ingressou no conservatório nacional em Lisboa, tendo sido aluno do professor Vitor Santos na classe de Saxofone, o primeiro professor que o conservatório nacional teve especializado neste instrumento, responsável pela classe de saxofone criada em 1975. Até 1975 era o professor de clarinete que era responsável também pelo ensino do saxofone no conservatório nacional, a única escola de música oficial que existia em Portugal com o curso de saxofone.
 
Além da atividade musical na sua terra em diversos agrupamentos musicais (orquestras ligeiras de variedades e nos designadas charangas ou cavalinhos) Pedro Sousa foi musico filarmónico em diversas bandas onde o seu pai era maestro, como foram os casos da banda da Sociedade de Instrução Musical da Quinta do Anjo (Palmela) e da Sociedade Filarmónica Vestiariense (Vestiaria-Alcobaça) tendo colaborado durante mais tempo na banda e orquestra ligeira da Sociedade da Quinta do Anjo, no concelho de Palmela.
 
Durante a frequência do seu curso na Academia Militar e nos primeiros anos de carreira como oficial do exército, reduziu muito a sua participação em bandas filarmónicas embora nunca tenha deixado de tocar saxofone em agrupamentos de música ligeira de carácter amador, a condição de músico que sempre teve e que retomou de forma intensa após o ano 2003, quando assumiu a Presidência da Soc. Filarmónica da sua terra natal, reorganizando a sua banda filarmónica que estava inativa.
 
Nos últimos 11 anos, além da sua atividade musical em bandas filarmónicas e orquestras ligeiras de sociedades filarmónicas, desenvolveu investigação relevante no domínio da história, da organologia e do repertório das bandas de música em Portugal, com a sua Tese de Mestrado (2007) e de Doutoramento (2014) dedicadas a esta temática, sobre a qual é autor de 4 obras editadas entre 2008 e 2013.

Texto CA/FCDS; biografias de autoria dos próprios.