terça-feira, 6 de janeiro de 2015

FEDERAÇÃO COMEMORA O 12º ANIVERSÁRIO EM SESIMBRA

A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal vai assinalar o seu 12º aniversário com uma sessão pública a realizar no dia 24 de Janeiro, pelas 21h00, na Sociedade Musical Sesimbrense (Sesimbra).
 
Incluindo um programa artístico, esta sessão será certamente mais um fórum de reflexão e debate sobre os problemas que afetam o movimento associativo popular e a definição de propostas e soluções.

Prevê-se a participação de representantes da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto e das autarquias locais, nomeadamente do concelho de Sesimbra, município que este ano acolhe as comemorações do aniversário.
 
Esta sessão é aberta a todos os interessados, nomeadamente dirigentes a ativistas associativos e integra-se também no programa de reuniões e contactos que a Federação tem vindo a promover em todo o território do distrito de Setúbal.
 
Participa! E traz um amigo também.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Assembleia Geral aprova plano de atividades e orçamento da Federação para 2015

A Federação dispõe já do seu plano de atividades e orçamento para 2015, na sequência da sua aprovação em assembleia geral expressamente convocada para a sua apresentação e votação e que reuniu no dia 19 de Dezembro na sede da FCDS.


O plano que orientará a ação da Federação distribui-se por seis capítulos: organização interna, relações institucionais, candidaturas, sede da Federação, atividades culturais, desportivas e recreativas e gestão financeira. No respetivo preâmbulo procede-se a uma análise SWOT, que analisa as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que constituem o contexto da Federação e da sua atividade.

No domínio da organização interna contemplam-se acções nos domínios dos serviços administrativos, informação e divulgação e ainda na formação específica para dirigentes associativos. Incluem-se também pontos relativos ao estudo da constituição de um gabinete de fiscalidade e contabilidade para o movimento associativo a preços módicos e a edição de publicações de interesse para as coletividades. O reforço do trabalho já desenvolvido no campo da comunicação prosseguirá nas redes sociais/internet e rádio e continuará a constituir uma importante linha de ação a prosseguir em 2015.

No capítulo dedicado às relações institucionais, aponta-se a consolidação do relacionamento com o poder autárquico, Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto e associações concelhias de coletividades do distrito. A Federação está disponível e procurará ativamente o estabelecimento de novas parcerias, nomeadamente com empresas e outros actores, visando a oferta de vantagens para os seus associados.

O apoio a candidaturas de âmbito nacional ou internacional que constituam uma mais-valia para o movimento associativo popular estará também no centro das preocupações federativas.

Inclui-se ainda um conjunto de atividades que decorrerá ao longo do ano - como as comemorações do 12º aniversário e do dia nacional das coletividades -, mas em que ressalta um especial esforço no âmbito do programa de promoção dos jogos tradicionais portugueses. Neste domínio avulta a prevista realização no distrito do Encontro Europeu integrado no Projeto TAFISA. A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal integra o núcleo fundador da Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais, ainda em fase de instalação.

Especial destaque para o esforço organizativo com vista à realização do Congresso Nacional das Coletividades, já aprazado para Novembro de 2015, uma iniciativa coordenada pela CPCCRD mas que contará com a colaboração ativa da nossa Federação.

A gestão financeira quer-se equilibrada e sustentável, considerando-se que “é através da verba referente às quotizações dos nossos associados que se poderá “levar o barco a bom porto”, isto é, a sustentabilidade financeira da Federação passa, indubitavelmente, pela atualização da quotização (cobrança)”.

Solidariedade, fraternidade, independência, autonomia, democracia, cidadania e trabalho voluntário

Conforme se pode ler no documento aprovado “A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal (FCDS) vai continuar a desenvolver durante o atual mandato, um importante e vasto trabalho, em várias áreas, para o Movimento Associativo Popular (MAP) (….). Apesar de alguns condicionalismos existentes, os membros da atual direção estão empenhados em trabalhar em prol do MAP e dos seus sócios, enaltecendo o seu papel na sociedade, junto das populações e das entidades locais, regionais e nacionais, nomeadamente, junto do Poder Local e do Poder Central. Ciente da sua importância, este organismo continuará a defender e a promover os valores inerentes ao MAP (…) a solidariedade, a fraternidade, a independência, a autonomia, a democracia, a cidadania e o trabalho voluntário. Neste contexto, facilmente se compreende que é ainda nas associações que se pode exprimir a solidariedade, se podem experimentar novas respostas, sendo importante fator de transformação e inovação social, se pode elaborar e concretizar um projeto comum, de carácter coletivo e de raiz social, o trabalho voluntário e benévolo é estruturante da economia social, se assume o exercício da democracia, conduzindo a uma efetiva".

A assembleia geral foi ainda o tempo e o espaço, no seu segundo ponto da ordem de trabalhos, para o debate livre sobre diversos problemas que afectam transversalmente o movimento associativo, casos da aplicação de regras empresariais privadas a atividades das coletividades e da economia social e os critérios de apoio a coletividades.

Texto CA/FCDS

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

2015. Vem aí o Congresso Nacional das Colectividades !

Já se prepara o Congresso Nacional das Colectividades. A iniciativa é da família associativa representada na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto e terá lugar no dia 07 de Novembro de 2015.
 
Foi nos já longínquos anos de 1993 e 2001, respectivamente em Almada e Loures, que o movimento associativo popular se reuniu de forma tão ampla, aberta e participada. Foram momentos regeneradores de grande importância para o que era então o futuro do movimento.
 
Quase década e meia passada sobre a última reunião magna, urge atualizar o debate sobre os novos (e os velhos) problemas que afetam a vida associativa. Como tópicos de partida para os grandes debates que se perspetivam, destaque-se:
- Dar visibilidade ao Associativismo e valorizar o papel dos Dirigentes;
- Reflectir sobre o modelo do Associativismo e o seu papel na sociedade portuguesa;
- Demonstrar as potencialidades do Associativismo nos planos económico, cultural e social.
Começa agora o trabalho preparatório para este Congresso, que se pretende o mais abrangente e inclusivo de todo o vasto movimento associativo.
Contribui! Participa!
 
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Boas Festas e um Próspero 2015

O associativismo constitui uma poderosa força tranquila na sociedade portuguesa. Reúne muitos milhares de cidadãos num esforço assente no voluntariado em prol das suas comunidades. Sem o movimento associativo Portugal seria muito mais pobre.

Na união do associativismo reside uma força inquebrantável. E é a busca desse caminho solidário e fraterno que guia a nossa ação.

A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal deseja a todos os seus associados e movimento associativo em geral, autarquias locais, parceiros e amigos, votos de Boas Festas e um próspero 2015.
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Assembleia Geral da Federação - 19 de Dezembro de 2014

A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal vai realizar uma Assembleia Geral no dia 19 de Dezembro de 2014, sexta-feira, pelas 20h30, na sua sede (vê a convocatória abaixo).
 
O principal ponto da ordem de trabalhos da convocatória centra-se na discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento da Federação para o ano de 2015.

Se és uma associação filiada na CPCCRD, Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, participa!

Contribui para o fortalecimento do movimento associativo popular!


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Encontro do Movimento Associativo de Setúbal 2014

A Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal associa-se ao Encontro do Movimento Associativo de Setúbal 2014, a realizar no dia 6 de Dezembro, na Casa da Baia *, em Setúbal, numa iniciativa promovida pelo município sadino.
 
Os trabalhos, que tem por tema O Poder Local e o Movimento Associativo: Que Relação?, decorrerão durante o dia, com inicio às 09h30. A sessão de abertura está a cargo da Presidente da autarquia setubalense, Maria das Dores Meira e do Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Augusto Flor.
 
A CPCCRD, entidade representativa do movimento associativo nacional e em que esta Federação se integra como estrutura autónoma, estará também presente com uma intervenção a cargo do seu dirigente João Alexandre, dedicada à apresentação do projeto TAFISA - The Association or Internacional Sport for All, que visa a reintrodução dos jogos tradicionais nos países da União Europeia. 
 
Inscrições até dia 2 de Dezembro através do e-mail disoc@mun-setubal.pt
 
A Federação estará presente e apela à participação dos seus associados, bem como de todas as coletividades do concelho de Setúbal!

 
 
* Casa da Baía - Avenida Luísa Todi, 468, 2900 Setúbal 

sábado, 6 de setembro de 2014

Banda e músico do distrito de Setúbal distinguidos no Dia Nacional das Bandas Filarmónicas

A Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense e o músico azeitonense Pedro Marquês de Sousa foram agraciados com a medalha de mérito cultural, da Secretaria de Estado da Cultura, por ocasião das comemorações nacionais do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. 

O momento assinala o justo reconhecimento do trabalho desenvolvido por centenas de bandas filarmónicas por todo o país e vem na sequência de sugestão da família associativa representada na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto.
 
Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense 
Pedro Marquês de Sousa, músico azeitonense (Sociedade Filarmónica Providência
A ato incluiu-se na inauguração do Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música e teve lugar em Mafra no dia 31 de Agosto, numa iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura e da Câmara Municipal de Mafra que contou com a colaboração da CPCCRD a que a nossa Federação se associou. Aquele Núcleo ficará instalado no Auditório Municipal Baeatriz Costa, em Mafra.
 
Durante as comemorações a Confederação, em representação do movmento associativo popular e das suas numerosas bandas filarmónicas, assinou um Protocolo com o Museu da Música no sentido da salvaguarda, preservação e disponibilização ao público de partituras de várias peças fundamentais do reportório das nossas Filarmónicas e de outras actividades associativas musicais.
 
As comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas decorreram ao longo do dia naquela cidade da região saloia e incluiram diversos momentos evocativos da atividade das bandas, nomeadamente desfile e concerto por diversas bandas.
 
Cerimónia de imposição dos galardões.
Os homenageados do distrito de Setúbal

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Nascida na urbe da vila de Almada, num rés-do-chão de uma pequena habitação situada no centro histórico, a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (SFIA) foi fundada em 1 de Outubro de 1848, e com ela a sua Banda Filarmónica que tem vindo a espalhar ao longo dos seus 166 anos essa divina arte que é a Música, exercendo igualmente a missão e função educativas e sociais, razões fortes pelas quais foi sempre considerada o ex-líbris da Colectividade.

Como outras Colectividades centenárias, a Incrível Almadense constituiu das poucas ofertas em termos culturais, recreativos e desportivos para as comunidades local e regional.

A Banda da Incrível, a mais antiga do concelho e a segunda mais antiga do Distrito de Setúbal, foi, na sua origem, maioritariamente composta por operários tanoeiros e corticeiros o que traduzia as fortes raízes populares da Incrível. Desempenhou e desempenha relevante e essencial papel de intervenção social e política, promovendo a reunião, o convívio, a partilha e discussão de ideias, valores e a construção de sonhos e ideais.

No decorrer da sua longa história, viu inúmeras vezes reconhecido o seu trabalho em prol da cultura, do recreio e do desporto, visando a formação humana integral, tendo recebido o Grau de Oficial da Ordem de Benemerência (1940) e a Medalha de Ouro de Instrução e Arte, pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio (1954), da qual é Filiada desde 1943.

Foi reconhecida em 1980 como Instituição de Utilidade Pública (Diário da República de 22 de Setembro). Recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Almada (1989). É Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique (1993), e Membro Honorário da Ordem da Liberdade (1998).

Com a Banda em actividade ininterrupta desde 1848, nela se formaram muitas centenas, talvez, mesmo, milhares, de Músicos executantes de ambos os sexos, contando no seu historial com a regência de 25 maestros. Inicialmente dirigida pelo maestro Pavia (durante 24 anos), são de destacar nomes de ilustres maestros como os de Amadeu Stoffel, José António Gonçalves, Manuel da Silva Dionísio ou António Gonçalves, que, com a sua mestria, dedicação e amor à música, cultivaram a bela Arte dos Sons.

Sobrevivendo ao longo de três séculos, vários regimes políticos e várias crises sociais e políticas do país, funcionou de forma ininterrupta. Actualmente é composta por cerca de 45 músicos executantes (3 gerações) e tem a funcionar uma Escola de Música com cerca de 40 crianças e jovens. É dirigida pelo jovem Maestro David Correia, músico desde os 7 anos.

A Banda da Incrível Almadense tem, ao longo de sua história, cooperado com outras actividades da Colectividade como o Teatro, Ballet e Coro. Tem presença assídua em festas religiosas e populares como as “burricadas”, bem como em Festivais de Bandas por todo o país e estrangeiro.

A sua vida associativa e musical mereceu ser plasmada em obras de investigadores e historiadores quer em formato papel, quer em digital ou fonográfico.

A SFIA é pois uma instituição de elevado valor histórico, social, cultural e económico no contexto da sua Cidade, da Região de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa.


Pedro Alexandre Marcelino Marquês de Sousa

Músico filarmónico natural de Azeitão, iniciou a sua vida musical aos 12 anos de idade, aprendendo solfejo e saxofone com o seu pai, também músico oriundo do meio filarmónico, que fez carreira como músico profissional na Banda da Marinha e como maestro de diversas filarmónicas. No seio da família do lado paterno, recebeu também a herança do seu avô, também músico filarmónico com o perfil típico dos músicos das bandas das pequenas localidades rurais na 1ª metade do século XX: sendo analfabeto sabia contudo ler música e era até considerado na comunidade um excelente músico filarmónico, executante de Bombardino, instrumento considerado difícil e muito relevante nas bandas. Do lado materno tem como referência um tio avô, que já não conheceu, que além de músico filarmónico no século XIX, foi fundador e grande dinamizador da Sociedade Filarmónica Providência em Vila Fresca de Azeitão, a sua terra natal.
 
Em 1983 com 15 anos de idade ingressou no conservatório nacional em Lisboa, tendo sido aluno do professor Vitor Santos na classe de Saxofone, o primeiro professor que o conservatório nacional teve especializado neste instrumento, responsável pela classe de saxofone criada em 1975. Até 1975 era o professor de clarinete que era responsável também pelo ensino do saxofone no conservatório nacional, a única escola de música oficial que existia em Portugal com o curso de saxofone.
 
Além da atividade musical na sua terra em diversos agrupamentos musicais (orquestras ligeiras de variedades e nos designadas charangas ou cavalinhos) Pedro Sousa foi musico filarmónico em diversas bandas onde o seu pai era maestro, como foram os casos da banda da Sociedade de Instrução Musical da Quinta do Anjo (Palmela) e da Sociedade Filarmónica Vestiariense (Vestiaria-Alcobaça) tendo colaborado durante mais tempo na banda e orquestra ligeira da Sociedade da Quinta do Anjo, no concelho de Palmela.
 
Durante a frequência do seu curso na Academia Militar e nos primeiros anos de carreira como oficial do exército, reduziu muito a sua participação em bandas filarmónicas embora nunca tenha deixado de tocar saxofone em agrupamentos de música ligeira de carácter amador, a condição de músico que sempre teve e que retomou de forma intensa após o ano 2003, quando assumiu a Presidência da Soc. Filarmónica da sua terra natal, reorganizando a sua banda filarmónica que estava inativa.
 
Nos últimos 11 anos, além da sua atividade musical em bandas filarmónicas e orquestras ligeiras de sociedades filarmónicas, desenvolveu investigação relevante no domínio da história, da organologia e do repertório das bandas de música em Portugal, com a sua Tese de Mestrado (2007) e de Doutoramento (2014) dedicadas a esta temática, sobre a qual é autor de 4 obras editadas entre 2008 e 2013.

Texto CA/FCDS; biografias de autoria dos próprios.